Na
primeira semana deste mês ocorreu, num curto espaço de tempo, a Marcha para
Jesus e a Parada LGBT. Mas antes de dar as minhas reais considerações, gostaria
de compartilhar com vocês um conceito que aprendi na minha primeira
pós-graduação.
O
conceito é o de minorias majoritárias: grupos inseridos na sociedade aos quais
são tidos como marginais, mas aos poucos, vão criando espaço e voz na sociedade
de tal forma, que acabam se tornando maioria e assim a sociedade começa a
enxergar e dar ouvidos a esses grupos.
Vou colocar os
quatros principais: mulheres, negros,
evangélicos e lgbtts (pois se você não é homem, branco, pai de família, hétero
e católico, você é marginal para a sociedade).
Voltando ao
tema deste post, tanto os evangélicos como os lgbtts são essas minorias que vem
crescendo na nossa sociedade nos últimos vinte anos. A diferença é que a grande
mídia não sabe fazer conta de matemática ainda pois sempre diminui a quantidade
de participantes de tais eventos para não incitar ao povo de fazer parte deste,
de tão marginais que são para uma sociedade tão familiar.
Mas o que vi
nessa semana foi tão desrespeitoso e tão vago com relação aos ataques que foram
feitos a frente católica e evangélicas, principalmente a pessoas que
simplesmente deram sua opinião e cumpriram com o seu papel de cidadãos, que
verdadeiramente concluo que a frente lgbt aqui no nosso pais vem com o intuito
de punir ao invés de educar como ocorre nos demais países; pois eu nunca vi –
até o presente momento- nenhum outro país ter essa briga tão ferrenha com
relação a esses assuntos.
O que muita
gente precisa entender é que nem todo cristão é um Marco Feliciano em potencial
e que a Bíblia não fala de homossexualidade apenas em Levítico 18:22. Se a
frente lgbt não quer que a sociedade os enxergue de forma caricata, não
enxergue os demais da mesma forma. Está mais do que na hora de todo mundo parar
de se colocar no papel de coitadinho e logo em seguida, praticar a pedagogia do
oprimido.
E outra coisa que precisamos compreender de
uma vez por todas, é que todos os direitos que essas minorias estão exigindo já
estão na nossa Constituição; basta querer ir atrás. Compreendo e tenho para mim
que, na nossa Constituição, os nossos direitos se encontram nas entrelinhas;
mas estão ali (até mesmo porque, um conjunto de leis quaisquer é composto de
deveres e direitos). Vai demorar um pouco mais para fazer acontecer nossos
direitos? Vai! Mas, se é isso que
queremos de verdade, independente da minoria na qual encaixamos, precisamos
fazer acontecer e valer dos nossos direitos.
Particularmente,
achei desnecessária a forma de manifestação da transexual posta numa cruz. Com
tantas maneiras de se chamar atenção, precisava desta? Sabendo que iria ofender
milhares de pessoas, qual o real intuito de tudo isso? Se era mídia, o objetivo
foi alcançado em gênero, número e grau.
Me consola
saber que os “maiores críticos” dessa exposição foram homossexuais, católicos
e, principalmente, ateus (sim, eu tenho amigos ateus, risos) !!!
Chamou muita a
minha atenção um grupo de evangélicos que marcou presença nesse evento,
pregando que Jesus cura a homofobia e que era necessário que a igreja estar ali
(pois o papel de todo cristão é mostrar um Cristo acessível a todos, em todos
os lugares; principalmente, em lugares em que a sociedade considera marginal).
E é por isso que eu escrevo este post: para mostrar que é possível coexistir
com as nossas diferenças com respeito e educação. Pois que faz a obra em nossas
vidas não são homens; mas Deus. Somos apenas instrumentos a disposição do
Reino.
Só para
finalizar, vamos acabar com essa hipocrisia de pregar, falar e pedir amor. Amor
é necessário, mas não é tudo. Deus não é só amor e como disse Felipe Cruz, do
canal Dois Dedos de Teologia:
- “Deus é amor, mas não é a Hello Kitty”.
Palavras de
ordem desse post: tolerância, coexistência e respeito mútuo.
Críticas
construtivas, sugestões de temas, elogios e o mais, deixe nos comentários ou
mande um e-mail para: nemtaoobvioassim@gmail.com
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