segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sobre maioridade penal e o real problema do Brasil


E um dos assuntos que tem permeado o nosso cotidiano é a maioridade penal. E cá estou eu com meu blog para falar um pouquinho a respeito disso.

Chama minha atenção o fato de só agora, essa questão estar correndo em uma velocidade como nunca antes vista, no Congresso; o que leva a concluir que, além da política brasileira se voltar sempre aos interesse dos políticos e não da população, tem muito caroço nesse angu a ser revelado aí(pois, de graça que não é).

Porque a maioridade penal está sendo votada agora, num momento de crise em nosso país?  Ou só eu que estou enxergando alguma ligação nisso?)

Porque a pressa em diminuir – e logo – a idade penal?

Particularmente, sou a favor da redução da maioridade penal (de 18 para 14 anos) e explico o motivo: como o jovem de 14 anos pode trabalhar e não pode responder por seus atos civilmente? Como o guri de 16 anos pode votar (um ato importantíssimo, assim como trabalhar) e não pode ir para a cadeia se cometer algum crime? Sou a favor de redução pois os anos passam e as gerações que estão vindo já estão mais evoluídas e conscientes de seus papéis. O problema é a fórmula aí embaixo ser levada ao pé da letra, fazendo com que jovens infratores cometam crimes bárbaros e ainda assim, serem punidos com medida socioeducativa. Se tal medida resolvesse a questão tudo bem, mas não é isso que acontece. Poderia muito bem funcionar há 15 anos atrás, quando eu fazia trabalho voluntário na antiga Febem (atual Fundação Casa)  :

 X= (alienação + cinismo + lei ultrapassada) ²

Apesar de ser a favor da redução, não acredito que esse seja o caminho a ser seguido aqui no Brasil. O que precisa ser feito antes, é uma conscientização do assunto a população. Um plebiscito seria interessante (aliás, para muita coisa).

O problema nesse fogo cruzado, a meu ver, é que isso está sendo pressionado por alguém: seja pelo Gasparzinho, seja pela mídia negra, algo do gênero. Porque não acredito que a população, por mais que queira a diminuição, não está fazendo tanta questão que isso aconteça rápido assim.

Outra coisa que chama atenção, é o fato de a Veja ter publicado a respeito da maioridade penal, num sábado e na semana seguinte, foi o assunto da semana. E mais uma vez, concluo que a revista em questão é tendenciosa.

Consigo ver uma necessidade desse Congresso em trabalhar em algo significativo para dizer que fez algo pois as eleições de 2016 e até as de 2018 estão aí. Principalmente, para quem está querendo tirar a Dilma do poder...

Na verdade, o real problema do Brasil é que tem tanta coisa para resolver, que não sabemos por onde começar. Aí começa a mexer no vespeiro.

Vamos resolver o que se tem de prioridade e depois vamos tratar disso. Só então, teremos condições de tratar da maioridade penal como diz o letreiro da nossa bandeira: com ORDEM E PROGRESSO.


Palavras de ordem desse post: Maioridade Penal não é bagunça!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sobre a tal fórmula do Amor: Amor = Disposição!

                             Sim, o dia dos namorados acabou e toda aquela pressão para os solteiros arrumarem um namorado, também (pois, se você não namora, já se encontra na casa dos 30 e não se encontra casado, é porque no mínimo, você tem algum problema. Odeio essas colocações).

                               Mas em meio a essa confusão toda, a esse romantismo idealizado e tudo mais, me parei para pensar nas inúmeras matérias, artigos, livros que já li e que estão a nossa disposição em todo lugar para dizer a tal da fórmula do amor. Uns dizem que é química, outros, que é a ação dos hormônios. Tem quem acredite em conjunção astral, carnal, espiritual e o mais. Mas eu cheguei a uma formula bem complexa, mas simples – bem mais simples – do que se imagina.

 E a fórmula é: AMOR = DISPOSIÇÃO !!!

Vou repetir mais uma vez: AMOR=DISPOSIÇÃO !!!

Não entendeu? Vamos lá:  A M O R = D I S P O S I Ç Ã O !!!

                               Peço até desculpas para quem se ofendeu com a brincadeira acima, mas é a mais pura realidade. A fórmula do amor é mais simples do que imaginamos. Chama-se DISPOSIÇÃO.

                               O que vemos por aí é um monte de gente querendo alguém para chamar de seu, mas um monte de gente indisposta a sair do sofá.

                               Um bando de loucos querendo ser amados do jeito que são, mas indispostos a amar o outro do jeito que é.

                               Gente que clama por perdão por um monte de coisas erradas, mas indispostas a mudar determinados comportamentos.

                               Particularmente, não acredito em “ O amor acabou” e sim em “Não estou disposto a permanecer (ou até mesmo iniciar) uma relação com você”.
                              
                               Se cada um de nós, antes de começar (ou até mesmo em momentos de crise e o mais) uma relação, tivéssemos a capacidade de se perguntar a respeito de sua disposição, da sua capacidade de criação, reinvenção e o tudo mais, acredito que teríamos relacionamentos mais frutíferos e saudáveis, se compararmos ao que vemos mundo afora.

                               Não querendo ser moralista, me pergunto a respeito de pessoas que conseguem transar umas com as outras, mas não estão dispostas a se relacionarem entre si por aquilo, que de fato são. Como conseguem se relacionar sexualmente (o que na minha visão, é muito mais íntimo e profundo, em todos os sentidos) e não conseguem trocar meia dúzia de palavras. Pergunto, pois, eu não consigo me enxergar dentro de uma situação dessas. Assim como não consigo enxergar-me em uma relação onde eu simplesmente atendo todos os meus instintos sem o consentimento e conhecimento do outro (pois aqui, ao meu ver, são duas coisas distintas).

                               Para finalizar esse post, quero dizer que acredito no amor, sou romântico a moda antiga, leio e escrevo poesia e antes de escrever este post, refleti muito a respeito da minha disposição para o amor.
                              
Palavras de ordem para esse post: Disposição para todos nós!!!

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Sobre Marcha para Jesus e Parada LGBT

                
                        Na primeira semana deste mês ocorreu, num curto espaço de tempo, a Marcha para Jesus e a Parada LGBT. Mas antes de dar as minhas reais considerações, gostaria de compartilhar com vocês um conceito que aprendi na minha primeira pós-graduação.

                   O conceito é o de minorias majoritárias: grupos inseridos na sociedade aos quais são tidos como marginais, mas aos poucos, vão criando espaço e voz na sociedade de tal forma, que acabam se tornando maioria e assim a sociedade começa a enxergar e dar ouvidos a esses grupos.

                    Vou colocar os quatros principais:  mulheres, negros, evangélicos e lgbtts (pois se você não é homem, branco, pai de família, hétero e católico, você é marginal para a sociedade).

Voltando ao tema deste post, tanto os evangélicos como os lgbtts são essas minorias que vem crescendo na nossa sociedade nos últimos vinte anos. A diferença é que a grande mídia não sabe fazer conta de matemática ainda pois sempre diminui a quantidade de participantes de tais eventos para não incitar ao povo de fazer parte deste, de tão marginais que são para uma sociedade tão familiar.

Mas o que vi nessa semana foi tão desrespeitoso e tão vago com relação aos ataques que foram feitos a frente católica e evangélicas, principalmente a pessoas que simplesmente deram sua opinião e cumpriram com o seu papel de cidadãos, que verdadeiramente concluo que a frente lgbt aqui no nosso pais vem com o intuito de punir ao invés de educar como ocorre nos demais países; pois eu nunca vi – até o presente momento- nenhum outro país ter essa briga tão ferrenha com relação a esses assuntos.

O que muita gente precisa entender é que nem todo cristão é um Marco Feliciano em potencial e que a Bíblia não fala de homossexualidade apenas em Levítico 18:22. Se a frente lgbt não quer que a sociedade os enxergue de forma caricata, não enxergue os demais da mesma forma. Está mais do que na hora de todo mundo parar de se colocar no papel de coitadinho e logo em seguida, praticar a pedagogia do oprimido.

 E outra coisa que precisamos compreender de uma vez por todas, é que todos os direitos que essas minorias estão exigindo já estão na nossa Constituição; basta querer ir atrás. Compreendo e tenho para mim que, na nossa Constituição, os nossos direitos se encontram nas entrelinhas; mas estão ali (até mesmo porque, um conjunto de leis quaisquer é composto de deveres e direitos). Vai demorar um pouco mais para fazer acontecer nossos direitos? Vai!  Mas, se é isso que queremos de verdade, independente da minoria na qual encaixamos, precisamos fazer acontecer e valer dos nossos direitos.

Particularmente, achei desnecessária a forma de manifestação da transexual posta numa cruz. Com tantas maneiras de se chamar atenção, precisava desta? Sabendo que iria ofender milhares de pessoas, qual o real intuito de tudo isso? Se era mídia, o objetivo foi alcançado em gênero, número e grau.

Me consola saber que os “maiores críticos” dessa exposição foram homossexuais, católicos e, principalmente, ateus (sim, eu tenho amigos ateus, risos) !!!

Chamou muita a minha atenção um grupo de evangélicos que marcou presença nesse evento, pregando que Jesus cura a homofobia e que era necessário que a igreja estar ali (pois o papel de todo cristão é mostrar um Cristo acessível a todos, em todos os lugares; principalmente, em lugares em que a sociedade considera marginal). E é por isso que eu escrevo este post: para mostrar que é possível coexistir com as nossas diferenças com respeito e educação. Pois que faz a obra em nossas vidas não são homens; mas Deus. Somos apenas instrumentos a disposição do Reino.

Só para finalizar, vamos acabar com essa hipocrisia de pregar, falar e pedir amor. Amor é necessário, mas não é tudo. Deus não é só amor e como disse Felipe Cruz, do canal Dois Dedos de Teologia:
- “Deus é amor, mas não é a Hello Kitty”.

Palavras de ordem desse post: tolerância, coexistência e respeito mútuo.

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domingo, 7 de junho de 2015

Uma apresentação nem tão óbvia assim...

Sabe aqueles insights que surgem, os quais você precisa aproveitá-los naquele momento??

Pois bem...

Dou início a esse blog com o intuito de expressar minha opinião a respeito de muita coisa pois tenho interesse em muita coisa.

Vocês verão também links para o meu outro blog, o EPP (Em Primeira Pessoa), que é voltado aos escritos que já possuo, os quais darei vida aos poucos.

Mas porque um blog? Por acreditar que Facebook é terra de ninguém e todo mundo ataca todo mundo lá, vejo no blog uma oportunidade de criar debates mais saudáveis e civilizados porque aqui será uma forma de expressar o meu tempo presente.

E o que você pode esperar aqui? Minha opinião a respeito de cristianismo, politica, educação, junto a minhas ideias em tempo corrente, procurando enxergar tudo que se encontra ao meu redor com um olhar diferenciado.

É isso. Porque tudo que se preze inicia-se de um ponto. Não repare na simplicidade do blog, com o tempo eu vou arrumando...


A começar de mim...